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"Instalei a palavra no mundo e o sal vai preservar-me", disse o poeta.

A crise da imagem instalada no miolo da modernidade assinala o surgimento de alguns meios de expressão que já não utilizam o mundo denso e material em que vivemos para fundar sua poética nos códigos do pensamento e da fala. Nesta retórica, a palavra vista cumpre solene seu ofício de mediadora entre a vida e a arte, traçando territórios de convivência entre identidade cultural e experiência estética.

Neste módulo, reuniu-se uma pequena mas significativa safra de artistas que voltam seus interesses para esta fala. É interessante observar como universos pessoais e trajetórias tão diferente são capazes de levantar questões éticas e estéticas, de cunho social ou antropológico, usando tão somente os desdobramentos visuais da escrita.

Aqui a palavra surge, não como ilustração de um conceito, mas para assinalar um discurso poético. Ergue-se na sua essencialidade para cumprir o papel da utópica provocação a que tanto tem aspirado a arte contemporânea.

Vilmar Madruga