| Andréa Facchini |
| |
| |
|
| |
“(...)Henri Matisse declarou a um jornalista uma vez, que gostaria que suas pinturas tornassem as pessoas mais felizes ao contempla-las(...). Pintar é um exercício diário, de grande dificuldade. Pintar no mundo contemporâneo é um exercício e um desafio diário. É preciso louvar quem tem a coragem de pintar nos dias de hoje, e ainda ter como objetivo tornar as pessoas mais felizes. Penso que Andréa é uma corajosa pintora (...). Seus quadros de grandes formatos, e modulares são um imenso acúmulo de formas coloridas, são um banquete para olhos contemplativos e inteligentes (...). Cores e formas sedimentam-se na superfície da tela, uma verdadeira explosão. Um imenso labirinto para ver. Suas “figuras”,espaciais e volumosas, estão simultaneamente colocadas na tela, algumas vezes, junto com áreas chapadas e planas. Acúmulos provocados com tinta e pincel são a expressão da poética de Andréa, que tem os olhos-cor e a abordagem contemporânea de uma pintora sagaz ao afirmar A PINTURA apesar das tecnologias e pluralidades dos nossos dias(...). E é com a esperança de Matisse que termino este texto(...)”.
SUZI CORALLI
Pintora, Curadora, Mestre em História da Arte e Linguagens Visuais pela UFRJ e prof. da Escola de Artes Visuais do Parque Lage
TEXTO DA EXPOSIÇÃO “LUGAR ALGUM”
"Ao nos depararmos com esses trabalhos somos levados de imediato pela sensação de fortes contrastes. Andréa Facchini nos transporta a um ambiente tomado em sua totalidade pelas nuances do círculo cromático. Um universo prismático onde a luz se decompõe, se estilhaça e nos deixa irremediavelmente presos ao fascínio de cores que interagem. (...) Um clima de agressiva delicadeza paira sobre esses quadros."
Ronaldo Werneck - Poeta e Jornalista, foi assessor de Imprensa e Editor de Textos do CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil
“Insinuantes e sinuosos caminhos articulam-se na tessitura da vida. Realidade distorcida em ricos padrões de estamparia, transformando a superfície do quadro num continuum existencial, sugerindo vida e movimento além dos limites enquadrados. Paisagens impossíveis nascendo da possibilidade infinita da arte: voltas e dobras grávidas de luz e cor”.
Luzia de Maria - Escritora, Mestre em Literatura pela UFF e Doutora em Teoria Literária pela USP.
“(...) Não será a pele um tecido?... Todo esse pródromo para falar de flores e tecidos? Não! É para dizer da inteligente e feliz escolha e justaposição que ela fez da cores dos seus objetos em toda a sua exuberância e força, conferindo-lhes volume, por vezes monumental, que, num trompe l'oeil, nos leva a crer que bastaria aproximarmos o nariz para nos embriagar com seus aromas e estendermos o braço para tocar e/ou colher as flores, e alisar os multicores tecidos, convidativos em sua sensualidade, emulando epidermes oníricas.
Não há espaços vazios nas telas de Facchini nem ela dá margem a margens. O suporte é intencionalmente sobrecarregado e controladamente ocupado em sua totalidade, o que gera o efeito colateral do totum continuum e da avassaladora enxurrada que nos encanta e subjuga”.
Alexandros Papadopoulos Evremidis - Jornalista, escritor, poeta e crítico de arte e editor do Jornal Rio Arte Cultura.
|
|
|