| Israel Pedrosa |
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"'O que seria de nós sem o auxílio do que não existe?' A frase de Paul Valéry é uma citação adequada para a pintura de Israel Pedrosa. Com o auxílio de cores inexistentes ele encontrou novas relações matemáticas entre os tons e criou uma nova poética da cor".
FLÁVIO DE AQUINO-6/9/1975
"Em abril de 1914, no Cairo, Klee anotava em seu diário: "a cor me possui. Eu não necessito mais perseguí-la. Ela me possui para sempre. Eu e a cor somos um. Sou pintor". O mesmo Klee, anos mais tarde, afirmaria que "a arte não reproduz o visível, torna visível.
[...] Israel Pedrosa pôde afirmar, com aplausos gerais, não só que é pintor, mas que possui (é possuído) a cor. Ou mais do que isso, ele possui a cor invisível. [...]"
FREDERICO DE MORAIS -,28/9/1975
"[...] Israel Pedrosa é um homem de aparência muito simples que abriu os caminhos da arte para o futuro, revelando, através de uma extraordinária intuição e de um trabalho que lhe consumiu toda a vida, as possibilidades secretas das cores e foi capaz de pintar com a própria radiação".
JACOB KLINTOWITZ-1975
"[...] Pedrosa abriu um caminho próprio a partir da descoberta a que ele deu o nome de "cor inexistente"[...] Pedrosa reduz a experiência estética ao aqui e agora das excitações da retina [...} que termina por desencadear uma carga de impacto e, por um instante que seja, nos fascina".
FERREIRA GULLAR - 20/10/81
"Para tocar o além-da-cor, Israel Pedrosa construiu uma obra teórica das mais completas e abrangentes sobre a própria cor [...] tesoura de sabedoria, em linguagem simples e concisa, sem desperdício de energia e palavra, como um toque de sensível abertura por caminhos transfigurados, graças ao equilíbrio indispensável da ciência e do sonho...".
WALMIR AYALA - 7/01/1978
Comendas, títulos e prêmios
Foi condecorado com: a "Medalha de Campanha da Força Expedicionária Brasileira - FEB na Itália", 1945; a "Medalha de Guerra", 1947; a "Ordem do Mérito Cultural José Geraldo Bezerra de Menezes", do Município de Niterói, 1988; a "Medalha Tiradentes", conferida pela Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, 1994, e foi agraciado com o "Grau de Oficial da Ordem do Rio Branco", pelo Ministério das Relações Exteriores, 1996.
Em 1948, na qualidade de Vice-Presidente da Fédération Mondial des Anciens-Combattants, recebeu o título de "Hóspede da Cidade de Paris" e, em 1994, o título de "Cidadão Honorário de Niterói".
Em 1973 foi um dos vencedores do Prêmio Thomas Mann, instituído pela Embaixada da República Federal da Alemanha e, em 1980, recebeu o "Prêmio Hiltonm de Pintura - Década de 70". |
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