GRUPOFRENTE-NOVIDADECARIOCA

"(...) Cada obra deve ser a fundação de si mesma e da própria arte. (...) Atrás dessa afirmação extrema da pureza da arte está o risco da rejeição da arte possível, de um modo ou de outro comprometida com o mundo real".

Ferreira Gullar

"Lygia Clark, Hélio Oiticica, Décio Vieira, Ivan Serpa, Franz Weissmann, Aluísio Carvão, Lygia Pape. Nomes da arte construtiva. Experimentadores, artistas que instituíram o geométrico e a arte ultrapassando o limite do real e da significação. Integrantes do Grupo Frente.

Depois do Modernismo e dos temas sociais, era preciso expandir os horizontes de criação. No início da década de 50, em pleno centro de efervescência cultural carioca, um grupo de jovens artistas resolveu desenvolver suas idéias de uma nova linguagem, visual, equilibrada, com formas brincando entre materiais, texturas, ângulos e linhas retas.

O local de origem do movimento - a cidade do Rio de Janeiro - foi também o palco de sua consagração. A I Exposição do Grupo Frente aconteceu em 30 de junho de 1954 no IBEU (Instituto Brasil-Estados Unidos) em Copacabana. Assim, a nova tendência estava apresentada.

Embrião

De muitas maneiras, o Grupo Frente foi o precursor do neoconcretismo brasileiro. Ao concentrar e diversificar suas experiências, os artistas vinculados ao grupo deram margem ao crescimento da vertente concreta e da busca cada vez maior de interação entre a obra, seu realizador e o público.

E essa é uma das mais importantes contribuições dos pintores e escultores do Frente: explorando outras possibilidades e desbravando novos caminhos, eles afirmaram o poder de uma figura importantíssima - o outro. Quem vê, pelas mãos construtivas, tornou-se também quem faz."

(Fonte: site Obra Prima - http://www.obraprima.net/materias/html107/html107.html)