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Oscar Niemeyer

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perfil

Oscar Niemeyer Soares Filho nasceu em 1907, na cidade do Rio de Janeiro. Recebeu, em 1934, o diploma de Engenheiro Arquiteto pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Iniciou sua vida profissional em 1935, no escritório de Lúcio Costa, também no Rio, e conheceu lá Le Corbusier e Gustavo Capanema. Em 1939 projetou, com Lúcio Costa, o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de Nova Iorque, onde recebeu a Medalha da Cidade. Em 1945 ingressou no Partido Comunista Brasileiro, do qual viria a desligar-se, junto com Luiz Carlos Prestes, 1990. Viajou pela primeira vez à Europa em 1954, quando participou do projeto para reconstrução de Berlim. No ano seguinte, fundou a revista "Módulo", no Rio de Janeiro e assumiu a chefia do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da NOVACAP, empresa encarregada da construção de Brasília. Em 1956 foi encarregado de organizar o concurso para a escolha do Plano-piloto de Brasília, participando também da comissão julgadora. Em 1962 foi nomeado coordenador da Escola de Arquitetura da recém criada Universidade de Brasília - UnB. No mesmo ano viajou para o Líbano para projetar a Feira Internacional e Permanente de Trípoli e o Conjunto Esportivo do Líbano. Em 1965 retirou-se da Universidade de Brasília com mais 200 professores, em protesto contra a política universitária. Dois anos depois, impedido de trabalhar no Brasil decide instalar-se em Paris. Em sua primeira incursão no campo de mobiliário industrializado e comercializado, 1971, teve um de seus projetos considerado pela revista Vogue como um dos 10 móveis do ano, por seu apuro e conforto. Ao longo de sua carreira recebeu diversos prêmios e condecorações como: Prêmio Lênin Internacional – URSS, 1963; Prêmio Benito Juarez do Centenário da Revolução Mexicana, 1968; Medalha do Conselho Artístico da Unesco, 1980; Medalha do Porto Oceânico de Le Havre – França, 1982; Prêmio Roma-Brasília - Cidade da Paz, da Prefeitura de Roma, 1985; Medalha Rodrigo Melo Franco de Andrade da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 1987; Prêmio Pritzker de Arquitetura – Chicago, 1988; Medalha do Colégio de Arquitetos de Catalunha, Barcelona, Espanha, em cerimônia realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1990; Insígnia da Ordem do Mérito Cultural no Brasil, 1995; Ordem José Marti, outorgado pelo governo da República de Cuba, 1997 e a Royal Gold Medal do Royal Institute of British Architects – RIBA, 1998. Em 1989, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos de Lucas - RJ, Brasil, dedicou seu enredo ao arquiteto. Entre os títulos adquiridos pelo conjunto de sua obra, destacam-se: Membro Honorário do Instituto Americano de Arquitetos dos Estados Unidos, 1963; Comendador da Ordem do Infante D. Henrique – Portugal, 1975; Oficial da Ordem da Legião de Honra da França, 1979; Membro Honorário da Academia de Artes da União Soviética, 1982; Comendador da Ordem das Artes e das Letras – França, 1982; Grã-Cruz da Ordem do Mérito de Brasília, 1985; Virtuoso da Pontifícia Insigne Academia Artística, 1985; Membro Honorário do Real Instituto dos Arquitetos Britânicos, 1999; Cavaleiro Comendador da Ordem de São Gregório Magno, Vaticano – Itália, 1990 e o diploma de Honra ao Mérito outorgado pela Associação de Arquitetos do Reino Unido, 1997. Niemeyer é, ainda, Doutor Honoris Causa do Centro de Pesquisa e Ensino de Arquitetura da Alemanha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Universidade de Braz Cubas, em São Paulo, da Universidade de São Paulo e da Universidade de Minas Gerais. Sua obra foi exposta em muitas mostras no Brasil e no exterior, como no Palácio do Louvre – França, 1965; no Centro Georges Pompidou – França, 1979; no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1983; no Museu de Arte Moderna de São Paulo, 1997; no Memorial da América Latina, também em São Paulo, 1997; no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, 1997 e ainda em cidades como Veneza, Florença, Turim, Pádua e Londres. Publicou diversos livros relatando suas experiências como artista, entre eles: A Forma na arquitetura, Rio de Janeiro: Avenir, 1978; Rio: de província à metrópole, Rio de Janeiro: Avenir, 1980; Como se faz arquitetura, Petrópolis: Vozes, 1986; Meu sósia e eu, Rio de Janeiro: Revan, 1992; Conversa de arquiteto, Rio de Janeiro: Revan,1993; Quase memórias: viagens, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966; e As curvas do tempo – Memórias, Rio de Janeiro: Revan, 2000. Entre seus projetos atuais está o "Caminho Niemeyer", idealizado pelo prefeito da cidade de Niterói, Jorge Roberto Silveira, que começará num terreno ao lado da Estação das Barcas, no Centro, e terminará no Museu de Arte Contemporânea, também projetado por Niemeyer, na praia da Boa Viagem. O complexo terá sete construções públicas, seis particulares e uma série de esculturas do arquiteto, que ficarão permanentemente a céu aberto. Bibliografia de Referência: Entre as inúmeras publicações que fazem referência à obra de Oscar Niemeyer, podemos destacar (em ordem cronológica): PAPADAKI, Stamo. The Work of Oscar Niemeyer. New York: Reinhold, 1950. YOSHIZAKA, Takamasa; SUZUKI, Makoto. Oscar Niemeyer. Tokyo: Bijutsu-Shuppan-Sha, 1960. SPADE, Rupert. Oscar Niemeyer. Londres: Thames and Hudson, 1971. ARJITEKTURA i Oshchestbo: Oskar Nimeier. Moscou: Progress. 1975. NORWICH, John Julius. Great Architecture of the World. London: Mitchell Beazley Publishers, 1975. SODRÉ, Nelson Werneck. Oscar Niemeyer. Rio de Janeiro: Graal, 1978. HORNING, Christina. Oscar Niemeyer: Bauten und Projekte. München: Heinz Moos, 1981. FILS, Alexander. Oscar Niemeyer: Selbstdarstellung, Kritiken, Œuvre. Münsterschwarzach: Frölich und Kaufmann, 1982. PENTEADO, Hélio, org. Oscar Niemeyer. São Paulo: Almed, 1985. RIBEIRO, Darcy. O Livro dos CIEPS. Rio de Janeiro: Bloch, 1986. LUIGI, Gilbert. Oscar Niemeyer: une esthétique de la fluidité. Marseille: Parenthèses, 1987. BOTEY I GOMEZ, Josep Maria; DALMAU, Miguel. Oscar Niemeyer. Barcelona: Fundació Caixa de Barcelona, 1990. SHARP, Dennis. Twentieth Century Architecture: a Visual History. New York: Facts on File, 1990. KATINSKY, Julio. Brasília em três tempos: a arquitetura de Oscar Niemeyer na capital. Rio de Janeiro: Revan, 1991. BALBY, Edouard. Niemeyer par lui-même. Paris: Balland, 1993. UNDERWOOD, David. Oscar Niemeyer and Brazilian free-form of modernism. New York: George Braziller,1994. PETIT, Jean. Oscar Niemeyer: poète d'architecture. Lugano: Fidia, 1995. CORRÊA, Marcos Sá. Oscar Niemeyer: Rio de Janeiro: Relume-Dumará; RioArte, 1996. PEREIRA, Miguel Alves. Arquitetura, texto e contexto: o discurso de Oscar Niemeyer. Brasília: Universidade de Brasília, 1997.

crítica

"A arquitetura de Oscar Niemeyer tem um lugar decisivo, absolutamente singular, na história da arte contemporânea [...] ao longo de sua vida, Niemeyer foi firmando uma posição desassombrada, de homem engajado na evolução política da civilização, na luta pela paz mundial e - apesar de uma lúcida visão da fragilidade humana - na esperança de um tempo de justiça e fraternidade, onde parecem ficar os espaços que cria para os seus semelhantes, transeuntes passageiros da Terra [...] A admirável simplicidade com que Oscar Niemeyer reafirma sempre: 'a vida é mais importante que a arquitetura', marca, desde o nascimento, os três destinos da Fundação que leva o seu nome: a beleza, o humanismo e a liberdade." ÍTALO CAMPOFIORITO, 1991 "Planning a church has proven an involved problem for contemporary architects. The general tendency is to go back to the old, well worn forms, because of some strange inhibition created by the subject itself. The Pampulha Church, however, had, of necessity, to maintain some spirit which prevails in the other buildings of that locality designed by Niemeyer, and to show a faith in the plastic possibilities of contemporary methods of construction. Two great vaults cover the nave and high altar and dominate the whole composition which develops into successive vaulting at the rear. The bell tower and the marquee at the entrance serve as contrasting elements [...] The building provoked, however, a great deal of animosity among some people. One mayor went as far as to propose the demolition of the building and its replacement by a copy of the church of Saint Francis in Ouro Preto. Prevented from doing this, he proceeded to have the church filled with altars, benches and pews of miscellaneous origin. Finally, the National Department of Artistic and Historical Patrimony decided to take the church under its jurisdiction, saving it from those who were either unable or unwilling to understand it." STAMO PAPADAKI, no livro "The Work of Oscar Niemeyer", 1950, p93. "Sited on a promontory some distance from the Pampulha amusement complex, this small church embodies an entirely revolutionary use of concrete for ecclesiastical purposes. At the time of its construction the only comparably daring structure had been Auguste Perret's vertical and largely precast structure at Raincy in France, built in 1924. Niemeyer employed the plastic qualities of concrete by using the same structural element for walls and roof in a series of parabolic arches. The outer screen wall on the north side is finished with a tiled mural depicting scenes from the life of St. Francis." RUPERT SPADE, no livro "Oscar Niemeyer", 1971, p126.