| Pintor, escultor e ceramista, Giovanni Gargano nasceu em Itaperuna, norte do Estado do Rio de Janeiro, a 11 de maio de 1952. Depois de estudar Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal Fluminense-UFF, optou pela carreira artística como autodidata. Entre 1982 e 1993, coordenou e realizou as curadorias das exposições da Galeria Gargobre, Niterói. É coordenador das atividades de ensino de artes plásticas do Centro Cultural Gargobre, além de planejar e desenvolver projetos culturais de artes plásticas. Sua obra foi divulgada em maior intensidade a partir das décadas de 80 e 90, com uma produção voltada ao naturalismo e à pesquisa das formas. Sua produção contemporânea está calcada na observação das Tramas, desencadeando uma série de trabalhos de expressão na pintura, escultura e objetos de arte. Entre as exposições individuais, destacam-se as realizadas na Petróbras - RJ, 1986; Shopping da Gávea - RJ, 1987; Centro Cultural Paschoal Carlos Magno - Niterói, 1988 e 2003; Centro Cultural Itaipava - RJ, 1988; Banco Nacional de Desenvolvimento Social-BNDES - RJ, 1992; Museu Antônio Parreiras - Niterói, 1997; no Stockler Galeria de Arte – RJ e no Espaço Cultural Anasa – RJ, 1998; na Galeria Livraria G – Portugal, 2000; na Galeria Place Du Marchand – Ceará, na Galeria de Arte Lugar ao Sol – Curitiba e na Galeria Maria Manoela – Portugal, todas em 2001; no Museu Histórico do Exército no Forte de Copacabana – RJ, 2004; as exposições “Tramas” e “Liberdade para Voar”, ambas em 2005, sendo a última no Parque da Cidade – Niterói. Além disso, participou de inúmeras mostras coletivas em diversas cidades do país e no exterior, como as realizadas na Galeria de Arte Gargobre - Niterói, 1982; Clube Central - Niterói, 1984; Espaço Cultural do Cairo - Egito, 1986; Galeria Maria Augusta - RJ, 1987; Galeria Bico de Pena - Curitiba, 1989; Galeria André - São Paulo, 1991; Projeto Abraçarte – Niterói e RJ, 1994; Fundação Mokiti Okada – RJ, 1997; DNA Italiano na Universidade Estácio de Sá – RJ, 2001 e na Galeria de Arte UFF – Niterói, 2006. Sua obra está representada nas coleções do Museu Antônio Parreiras, Niterói e do BNDES, Rio de Janeiro. É citada na publicação Artes Plásticas – Brasil, de Julio Louzada; no livro Dez caminhos da pintura, editado pela Cabicieri Editora e no livro Brazil Art Collection, de Anand Bhagavard. |
| "Gosto da pintura de Giovanni Gargano, com personalidade própria, colorido natural e agradável. Tenho alegria de ter mais um colega que participa na luta, juntando-se ao grupo niteroiense com suas belíssimas marinhas e paisagens." ALUIZIO VALLE, 1986 "Estamos face a um paisagista nato, alguém que respeita a imensidão dos céus, e que os retrata transparentes e claros como a glória da terra." JOSÉ PAULO MOREIRA DA FONSECA "Venho acompanhando há alguns anos a produção de Gargano e analisando seus caminhos. Ele nos passa a sensação de criatura mergulhada em seus sonhos, pois a linguagem consciente e correta vem sempre investida de um fervor iluminado, o que nos deixa entrever o mágico entrelaçamento de fases e experiências conduzidas pelo prazer da criação, sem quaisquer limitações." WALMIR AYALA, 1987 "No dizer de Borges, "o escritor deve escrever para a alegria do leitor: deve sentir alegria ao escrever". Transcreve para a pintura e ponho como legenda da obra contida e silenciosa de Gargano. Há nele uma subterrânea alegria, uma anti-exaltação que contamina as formas. Reconheço a validade e conseqüência de uma voltagem do trabalho que perfura a realidade, embutindo nela uma possibilidade de sonho, renovando a emoção de um artista do ofício." WALMIR AYALA, 1988 |