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ABELARDO ZALUAR (1924 – 1987)

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O desenhista, pintor e professor Abelardo Zaluar nasceu em Niterói – RJ, em 1924. Estudou pintura na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1944 e 1948, interessando-se pela aquarela. Na década de 1950, trabalhou como ilustrador na imprensa carioca.

Exerceu várias atividades artísticas e integrou diversas associações. Foi sócio-fundador e diretor técnico da Escolinha de Arte do Brasil, no Rio de Janeiro, 1950-52; conselheiro de educação artística da Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, 1950-52; fundador e vice-presidente da primeira diretoria da Associação de Artistas Plásticos Contemporâneos, 1957-58 e vice-presidente da Associação Internacional de Artistas Plásticos, Rio de Janeiro, 1968.

Conquistou diversas premiações no Salão do Mar – Rio de Janeiro, 1958; Salão Municipal de Belo Horizonte, 1959; o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea – São Paulo, 1959 e no I Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul, 1971. Em 1963, recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro no XI Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro. Em 1969, obteve o prêmio de desenho na II Bienal de Salvador. Conquistou, ainda, menção honrosa na I Bienal Ibero-Americana de Pintura, no México.

Sua obra figura em acervos de diversas instituições. No Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes-MNBA, Museu de Arte Moderna-MAM e IBM do Brasil; em São Paulo, o Museu de Arte Moderna-MAM, Museu de Arte Contemporânea-MAC, Pinacoteca do Estado e Museu Assis Chateaubriant. Está também representado nas coleções do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, do Museu Antônio Parreiras, em Niterói, e Brazilian Art Cultural Institute, em Washington, EUA.

Sua vida e produção artística foram retratadas nos documentários “Zaluar – Vida e Obra”, de Frederico de Moraes, 1975; “Encontro Marcado com Abelardo Zaluar”, de Araken Távora, 1983 e “Linha e Cor”, de Sérgio Ricardo, 1984.

“[...] A forma orientada pela forte presença das linhas, elementos formais de divisão e orientação dos espaços, cede espaço aos planos cromáticos nos quais se insere a matéria, a pintura. A linha, é certo, ainda existe: ela, porém, muitas vezes aparece até de forma irônica, sugerindo equilíbrios que a cor despreza. [...] A contenção – linha base da obra de Zaluar – mantém-se sempre presente. Alia-se a ela a forma esclarecedora e didática. O ofício do pintor como desbravador dos mistérios da razão e da emoção, simultaneamente.”

MARCUS DE LONTRA, 1984

“A linha e o espaço, conduzidos pelo instinto da cor e pela ilusão de tridimensionalidade, transpassam esta obra moderna e vibrante, fruto da experiência de um artista que atende rigorosamente às fórmulas científicas da composição, sem se descuidar da aura mágica e indecifrável de suas veredas espaciais. Como um objeto vivo, não identificado, visto por dentro e por fora, móvel e lançado para um horizonte infinito, os trabalhos de Abelardo Zaluar se colocam no limiar exato entre a pintura e o desenho.”

WALMIR AYALA, 1972

perfil

O desenhista, pintor e professor Abelardo Zaluar nasceu em Niterói - RJ, em 1924. Estudou pintura na antiga Escola Nacional de Belas Artes, entre 1944 e 1948, interessando-se pela aquarela. Na década de 1950, trabalhou como ilustrador na imprensa carioca. Exerceu várias atividades artísticas e integrou diversas associações. Foi sócio-fundador e diretor técnico da Escolinha de Arte do Brasil, no Rio de Janeiro, 1950-52; conselheiro de educação artística da Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, 1950-52; fundador e vice-presidente da primeira diretoria da Associação de Artistas Plásticos Contemporâneos, 1957-58 e vice-presidente da Associação Internacional de Artistas Plásticos, Rio de Janeiro, 1968. Conquistou diversas premiações no Salão do Mar - Rio de Janeiro, 1958; Salão Municipal de Belo Horizonte, 1959; o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea - São Paulo, 1959 e no I Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul, 1971. Em 1963, recebeu o prêmio de viagem ao estrangeiro no XI Salão Nacional de Arte Moderna - Rio de Janeiro. Em 1969, obteve o prêmio de desenho na II Bienal de Salvador. Conquistou, ainda, menção honrosa na I Bienal Ibero-Americana de Pintura, no México. Sua obra figura em acervos de diversas instituições. No Rio de Janeiro, o Museu Nacional de Belas Artes-MNBA, Museu de Arte Moderna-MAM e IBM do Brasil; em São Paulo, o Museu de Arte Moderna-MAM, Museu de Arte Contemporânea-MAC, Pinacoteca do Estado e Museu Assis Chateaubriant. Está também representado nas coleções do Museu de Arte Contemporânea do Paraná, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, do Museu Antônio Parreiras, em Niterói, e Brazilian Art Cultural Institute, em Washington, EUA. Sua vida e produção artística foram retratadas nos documentários "Zaluar - Vida e Obra", de Frederico de Moraes, 1975; "Encontro Marcado com Abelardo Zaluar", de Araken Távora, 1983 e "Linha e Cor", de Sérgio Ricardo, 1984.

crítica

"[...] A forma orientada pela forte presença das linhas, elementos formais de divisão e orientação dos espaços, cede espaço aos planos cromáticos nos quais se insere a matéria, a pintura. A linha, é certo, ainda existe: ela, porém, muitas vezes aparece até de forma irônica, sugerindo equilíbrios que a cor despreza. [...] A contenção - linha base da obra de Zaluar - mantém-se sempre presente. Alia-se a ela a forma esclarecedora e didática. O ofício do pintor como desbravador dos mistérios da razão e da emoção, simultaneamente." MARCUS DE LONTRA, 1984 "A linha e o espaço, conduzidos pelo instinto da cor e pela ilusão de tridimensionalidade, transpassam esta obra moderna e vibrante, fruto da experiência de um artista que atende rigorosamente às fórmulas científicas da composição, sem se descuidar da aura mágica e indecifrável de suas veredas espaciais. Como um objeto vivo, não identificado, visto por dentro e por fora, móvel e lançado para um horizonte infinito, os trabalhos de Abelardo Zaluar se colocam no limiar exato entre a pintura e o desenho." WALMIR AYALA, 1972