Pintora e gravadora, nasceu em Taiwan, no ano de 1963. Graduou-se em pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ em 1986. Estudou também na Escola de Artes Visuais – EAV do Parque Lage, com Charles Watson e Fernando Cocchiarale, entre outros, 1989/1991 e como bolsista do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, 1986.
Recebeu diversos prêmios em salões de Arte, entre eles: XIV e XV Salão de Arte de Ribeirão Preto, 1989 e 1990; Salão Nacional de Artes Plásticas – RJ, 1991 e XVII e XVIII Salão Carioca de Arte, 1993 e 1994. Sua obra é citada no livro Cronologia das Artes Plásticas de Frederico de Morais.
Realizou exposições individuais no Teatro Municipal de Niterói, 1987; no Projeto Macunaíma da Fundação Nacional de Arte – FUNARTE, 1994 e no Centro Cultural Cândido Mendes – RJ, 1996. Integrou exposições coletivas na Casa de las Americas, em Havana – Cuba, 1987; no Paço Imperial – RJ, 1996; na Galeria de Arte da Universidade Federal Fluminense – UFF – Niterói, 1997 e no Centro de Artes Hélio Oiticica – RJ, 1997.
Possui obras no Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro, na Casa da Cultura de Ribeirão Preto e no Museu de Arte Contemporânea do Paraná.
(…) Chang Chai exibe pinturas abstratas quase figurativas. Suas cores se concentram e se expandem apenas pela flutuação dos espaços da tela. São pinturas oníricas e fortes.
PAULO REIS -1994
[...]seu objetivo é trazer à luz questões mais intrinsecamente ligadas ao gesto criador consciente – gesto que discute a si próprio, no momento em que emerge como fatura sobre a superfície da tela. Aspectos ancestrais da pintura – como a relação figura/fundo, o equilíbrio cromático a harmonia da composição – estão em discussão visual pela simples existência do trabalho desta artista, que também interroga possibilidades como estrutura e gesto, construção e fluidez, intenção assumida e acaso.
MÁRIO MARGUTTI – 1994
[...] O trabalho de Chang Chi Chai circula nesta indesignável terra de ninguém. A pintura de Chang escapa da oposição figurativo/abstrato particularizando-se, também, pela suspensão das dicotomias entre gesto/obra, espaço/tempo, cheio/vazio, interior/exterior, individual/coletivo. O que ocorre é que o trabalho se dá num território intermediário entre todas essas polarizações.
FERNANDO COCCHIARALLI